Brasil dá adeus ao ator Tarcísio Meira, mais uma vítima da covid-19, aos 85 anos

Foto: DIVULGAÇÃO/GLOBO

O Brasil perdeu, nesta quinta-feira, o talento e carisma do ator Tarcísio Meira, que faleceu de covid-19, aos 85 anos. Ele a esposa, a atriz Glória Menezes, de 86 anos, foram internados em 6 de agosto no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se tratar da doença. Tarcísio estava intubado, enquanto Glória, com quadro de sintomas leves, segue internada no centro de saúde.

Nascido na capital paulista em 5 de outubro de 1935, o ator iniciou sua trajetória de eterno galã da dramaturgia brasileira no final dos anos cinquenta, ao estrear no Grande Teatro Tupi, programa de teleteatro da extinta emissora, onde atuou pela primeira vez com a que seria sua companheira de trabalho e de vida. Tarcísio e Glória se conheceram em 1961 e se casaram no ano seguinte. Filho único do casal, o também ator Tarcísio Filho nasceu em 1964.

Antes de se decidir pela atuação, Tarcísio Meira quis ser diplomata, mas abandonou o plano ao ser reprovado nos exames necessários para desempenhar a carreira. Sempre ao lado de Glória Menezes, o ator passou pela emissora Excelsior, antes de assinar contrato com a Globo, onde ambos trabalharam até 2020 e onde cunharam a imagem de casal mais apaixonado do Brasil, já na primeira telenovela de ambos, Sangue e Areia, em 1967. Três anos depois, ao interpretar João Coragem, no sucesso Irmãos coragem, Tarcísio consagrou-se como galã nacional, uma imagem da qual tentou desvencilhar-se nos anos oitenta, quando deu vida a personagens homossexuais, machos alfa, cômicos e vilões em obras como o filme O beijo no asfalto (1981), de Bruno Barreto, a novela Guerra dos Sexos (1983) ou a série O tempo e o vento (1985).

Em sua carreira prolífica, entre novelas, séries, peças e filmes, Tarcísio Meira estrelou sucessos como Roque Santeiro (1985), Fera ferida (1993), O rei do gado (1996), Hilda Furacão (1998), O beijo do vampiro (2002), A favorita (2008), Velho Chico (2016), entre outros. Seu último trabalho, em 2019, foi no palco do teatro, com a peça O camareiro. Na ocasião, afirmou em uma entrevista à revista Veja: “Artista não se aposenta. Quer trabalhar, enquanto houver trabalho para ele.”

Tanto o ator quanto Glória Menezes receberam as duas doses da vacina contra a covid-19. Embora a imunização não elimine completamente o risco de contágio pelo coronavírus, ela é eficaz em prevenir formas graves da doença, que podem levar ao óbito. Em São Paulo, por exemplo, a vacinação gerou uma queda de 46% da mortalidade de pessoas internadas em hospitais com covid-19, de acordo com dados do Governo do Estado.

Fonte: El País

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