Processo contra Rogério Marinho virou inquérito policial e já ouviu vários prefeitos do RN. Perda de mandato poderá provocar eleição suplementar

Foto: Marcos Corrêa/PR

O senador Rogério Marinho fez a ‘penosa travessia do Atlântico’ e no final da semana passada desembarcou na Itália, atendendo convite do empresário Sérgio Azevedo, filho do seu suplente Flávio Azevedo, que comemorou aniversário de 50 anos no resort Castelfalfi, localizado numa região de castelos e vinícolas da Toscana.

Rogério aproveitou a viagem para dar uma arejada na cabeça, hoje bastante preocupada com o processo que já virou inquérito policial, e que poderá terminar na perda do seu mandato.

O processo contra Rogério, por abuso de poder econômico na campanha eleitoral, envolvendo a Codevasf, não tem nenhuma relação com o processo assinado pelo ex-prefeito de Natal e ex-candidato a senador Carlos Eduardo Alves.

É um processo intaurado pela Procuradoria Eleitoral do Ministério Público Federal do RN, nos mesmos moldes do processo do MPF do Paraná contra o também senador Sérgio Moro, e assim como o de Moro, está bem adiantado.

Vários prefeitos do Rio Grande do Norte, além de outras autoridades da política, com e sem mandatos, já prestaram depoimento à Polícia Federal.

Terninada a fase de inquérito, o processo seguirá para a justiça eleitoral, e passará pelo crivo do TRE/RN, que independente do resultado, não dará a palavra final.

Passado o processo pelo TRE, onde o relator é o desembargador Expedito Ferreira de Souza, o resultado subirá para o Tribunal Superior Eleitoral, presidido pelo ministro Alexandre de Moraes, que dará o veredito.

Os processos contra Rogério e Moro, correm em segredo de justiça.

Caso os dois percam seus mandatos, acontecerá, tanto no Rio Grande do Norte quanto no Paraná, estado de Sergio Moro, um fato inédito na política dos dois estados: eleição suplementar para escolha de senador.

No Paraná, a deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente do PT, já está se articulando para disputar o mandato e ocupar a cadeira hoje de Moro.

No Rio Grande do Norte, como o processo tem feito menos barulho do que o do Paraná, não se fala publicamente ainda de candidatos ao mandato de Rogério, mesmo um movimento silencioso já tendo sido deflagrado.

Ironia do destino: a mesma Codevasf que elegeu, poderá derrubar Rogério.

FONTE: Thaisa Galvão

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